Traduções e Notarizações em Israel

Traduções e Apostilamento de Documentos: Guia dos Perplexos!

 

Este artigo explica de uma forma simples e muita objetiva tudo que concerne a traduções e apostilamento de documentos no Estado de Israel e no Brasil, focando no uso dos mesmos no Estado de Israel

Traduções em Israel:

No Estado de Israel não existem “traduções juramentas” e nem mesmo a “profissão de tradutor”, sendo que qualquer um pode se intitular e atuar como tradutor, inclusive no fórum de justiça de Israel.

Infelizmente a maioria dos tradutores do idioma português para o hebraico (e vice-versa) não são devidamente gabaritados, especialmente nos temas jurídico e médico. Geralmente são pessoas que exercem esta atividade como um meio de aumentar suas rendassem nunca terem aprendido (na universidade) ou se aperfeiçoado no ofício da tradução.

Quanto aos custos de traduções: diferem de tradutor para tradutor e não são parte dos custos a serem pagos pela “notarização” ou seja pagos ao Tabelião israelense e sim pagamento distinto e extra pago diretamente ao tradutor (que as vezes, pode ser o mesmo Notário).

Traduções feitas no Brasil para serem usadas em Israel:

Para facilitar a dissertação do assunto, podemos dividir os documentos em quatro tipos, conforme a seguir:

  • Qualquer documento a ser entregue na Agência Judaica no Brasil quando se faz o processo de emigração no Brasil para Israel (Alyah):

Nesse caso geralmente não são pedidas traduções, e quando pedidas, podem ser traduções locais feitas no Brasil. Tudo depende do que a Agência Judaica decidir – seja como for a decisão é exclusivamente desta entidade.

  • Documentos oficiais a serem usados em Israel:

Documentos de órgãos oficiais brasileiros (por exemplo: certidão de casamento, certidão de nascimento, documentos da Polícia Federal, etc.) serão traduzidos e NOTARIZADOS em Israel (e não no Brasil!).

NOTÁRIO é uma profissão existente em vários países do mundo, mas não no Brasil. Em Israel, trata-se de um advogado israelense que recebeu licença por parte dos órgãos governamentais (Ministério da Justiça) para CERTIFICAR documentos, inclusive a veracidade das traduções.

O notário cobra de acordo com uma tabela fixa do Ministério da Justiça de Israel, assim, os custos são os mesmos seja quem for o notário.

Notário que fará a notarização, obrigatoriamente tem que ter o domínio da língua do documento original (existem raras exceções).

  • Documentos não oficiais a serem usados em Israel:

Esses podem ser traduzidos em qualquer parte do mundo, porém, geralmente é um gasto em vão.

Se o documento não é importante, não há necessidade de traduzir! Um bom exemplo são as diferentes “carteiras de profissionais” que são totalmente desnecessárias em Israel.

Tradução de certificados de cursos de pós-graduação são quase sempre desnecessários. Pós-graduação sem validação academia (por exemplo, mestrado) é algo comum no Brasil, mas não tem nenhuma validade no mercado de trabalho e nem nos diversos ministérios em Israel.

  • Currículo Vitae:

Deve ser escrito em Inglês e não precisa ser em hebraico. Aconselha-se a limitar a uma página. É importante não colocar informações desnecessárias ou irrelevantes ao propósito do currículo.

Documentação médica:

Esse assunto é simples, porém sempre vira polêmica por falta de informação básica.

Nenhum laudo médico precisa ser traduzido e nem mesmo apostilado (não estamos falando de laudo ou parecer a ser usado nos tribunais de Israel, em ações judiciais), mas aqui novamente nos encontramos com a falta básica do idioma Inglês.

Infelizmente é comum médicos brasileiros que não dominam o idioma, redigirem documentos muito importantes com o detalhamento de uma situação médica (atual e histórico), medicações, cirurgias, etc. num “inglês em dialeto abrasileirado” e é comum acontecer que os médicos no exterior (inclusive em Israel) não entendem o texto ou entendem erradamente. Isto deve ser evitado

Estamos falando de termos médicos universais que devem ser facilmente entendidos em qualquer parte do mundo. Não há necessidade de traduções complicadas e não há necessidade de detalhes dos nomes dos hospitais, nomes de médicos (somente quem assina o laudo) etc.

O histórico médico deve ser feito muito curto e dividido nos seguintes grupos: doenças passadas, doenças atuais, medicamentos, intervenções cirúrgicas e tratamentos.

Os nomes dos remédios precisão ser universais (genéricos), conhecidos no mundo inteiro e não o nome do produto no mercado local.

Apostilamento de documentos emitidos no Brasil para uso no exterior:

Traduções não precisam de maneira alguma serem apostiladas no Brasil.

Qualquer documento oficial (acima citado) ou semi-oficial (diplomas, cargas horárias de universidades) devem ser apostiladas em cartório (não existe cartório no Estado de Israel) – caso contrário não serão aceitos em Israel.

Para evitar dúvidas: O apostilamento só pode ser feito no país de origem onde o documento foi emitido, e nunca no exterior, nem mesmo via Embaixada!

A apostila é colada na última página do documento, independente de quantas folhas constem no total – será necessária uma apostila somente por documento.

A problemática do Apostilamento no Brasil:

O apostilamento feito no Brasil está em três idiomas e “quase” de acordo com o tratado de Haya (Holanda), mas no Brasil não encontrei um cartório que faça totalmente de acordo com a lei internacional.

O problema são as palavras que o cartório eventualmente traduz (talvez por desconhecimento). Por exemplo. A palavra ESCREVENTE nunca é traduzida, assim sendo o funcionário que receberá esse apostilamento em qualquer país fora do Brasil terá que procurar a tradução da palavra  – não pensem que é fácil porque a tradução da palavra ESCREVENTE para o idioma hebraico é complicada e não nenhum orgão do governo no exterior tem obrigação de procurar traduções.

Os ministérios em Israel andam recusando esse tipo de apostilamento onde persistem palavras em português que não foram traduzidas de acordo com a lei no próprio documento da apostila.

Se um ministério exige tradução da própria Apostila, serão mais palavras a serem notarizadas e os custos serão ainda maiores.

Sempre tive êxito em convencer os ministérios a aceitarem minhas explicações sobre estas palavras não traduzidas, mas para essa finalidade tenho que ir pessoalmente aos ministérios o que acarreta mais custos e aumento de prazo para meu cliente.

Atenção: Antes de fazerem o apostilamento no Brasil, expliquem aos funcionários (tabelião) que palavras em Português que não foram traduzidas para pelo menos o inglês acarretarão em aumento de custose o documento não estará de acordo com a lei internacional.

Resumindo:

Não estamos falando de um assunto muito complicado, mas sim de um assunto que não é totalmente conhecido e como consequência, muitos erros são cometidos desnecessariamente.

Aconselho procurar um profissional competente, antes de começar a gastar seu dinheiro em procedimentos desnecessários.

Nosso escritório está apto a fazer qualquer tipo de tradução e notarização.

 

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